Luigi Rossetti - Um mártir em Viamão

Luigi Rossetti foi um jornalista e intelectual italiano, redator do jornal oficial dos Farrapos: O Povo.

Nascido no ano de 1800 em Gênova - República Liguriana (atualmente Itália), cursou Direito na Itália. Possivelmente esteve do levante de Nápoles em 1821; depois se refugiou na Ilha de Malta, de onde se mudaria para a América do Sul em 1827.

Era carbonário, sendo vinculados a uma verdadeira Internacional Republicana: a Jovem Itália.

Chegou à América pelo Uruguai, antes da Revolução Farroupilha e residiu algum tempo no Rio de Janeiro, onde foi membro da Congregação Della Giovine Itália, fundada por Giuseppe Garibaldi, onde se conheceram e com quem se juntou à Revolução Farroupilha. Rossetti e Garibaldi transformaram seu pequeno barco comercial Mazzini em corsário a serviço da República Rio-Grandense. No caminho para o sul, atacaram um navio austríaco com uma carga de café, e trocaram de navio com seus ocupantes, rebatizando a nova embarcação de Farroupilha.

Rossetti desembarcou no porto de Maldonado, seguindo para Montevidéu, a fim de se encontrar com Giovanni Battista Cuneo, enquanto Garibaldi foi preso pela polícia uruguaia.

Luigi, veio para o Rio Grande do Sul, onde chegou a Jaguarão, naquele momento capital da República Rio-Grandense, em 28 de julho de 1837 e logo partiu para Piratini já com o posto de capitão, onde conhece os mais influentes líderes da guerra Farroupilha, como Onofre Pires e Corte Real, dentre outros.

Em 31 de dezembro de 1837, retorna a Montevidéu com incumbência de adquirir uma tipografia, junto com Domingos José de Almeida, e contratou homens para compor a Marinha Rio-Grandense. Foi editor do Jornal O Povo, órgão oficial da República Riograndense, impresso com as prensas compradas em Montevidéu.
Permaneceu no cargo até a edição 47.

Participou da Tomada de Laguna, sendo nomeado secretário de Estado da República Juliana. Nesse cargo enfrentou uma série de dificuldades em seus quatro meses na função. Entre seus problemas, estavam os econômicos e políticos, e os militares, com falta de pessoal e de recursos.

Morreu, vítima de uma lança do inimigo, durante a tomada de Viamão pelos imperiais no dia 24 de novembro de 1840 na Batalha do Passo do Vigário em Viamão.

Fonte: Wikipédia

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