Histórias - Santa Isabel 1986 - O bairro dividido
Em 1987, aproveitando que o PDT mandava tanto na prefeitura de Porto Alegre quanto na de Viamão, Alceu Collares (PT) instalou uma linha de ônibus "alimentadora" que vinha lá do Jary até a passarela no campus do Vale da UFRGS, e o itinerário respeitava exatamente essa divisão e a Carris, na concepção do Collares, não "invadia" Viamão. Eram ônibus velhos e sujos, caindo aos pedaços, mas viviam cheios porque se pagava o valor da passagem de Porto Alegre. Parece que a Rodovilas acabou ganhando a queda de braço e os dois municípios tiveram que definir de uma vez por todas os limites. Aí Viamão ficou com as vilas da Grande Santa Isabel e entregou as vilas Santa Catarina e São Pedro, lá no Pinheiro, pra Porto Alegre. Em seguida o Cabeção da Rodovilas, cansou de brincar de dono de empresa de ônibus e seguiu os passos do Amador e entregou as linhas pra SAVAR/Viamão.

Até hoje alguns mapas (até o Google) insistem que tem uma rua em Viamão que se chama Robinson Crusoé. Herança dos primeiros mapas da Santa Isabel.

Participaram ativamente deste evento: Julio Rocha, Rita Soares, Eliseu Ridi, Jorge Chiden etc. todos moradores da Santa Isabel, mas nem todos do mesmo lado quanto a questão da Carris. Havia um movimento popular dos moradores descontentes com as condições dos ônibus da Rodovilas, sujeira, atraso, estragavam durante o itinerário e custo alto das passagens. Muitos moradores passam a usar a carris para se deslocarem para Porto Alegre, mesmo que para isso tenham que fazer a pé desde a praça até a UFRGS, o que levou a empresa de ônibus a tentar interromper a passagem (pinguela) de passagem para a UFGRS.

Quando descobrem que o limite entre os dois municípios não segue os acidentes geográficos e sim uma linha reta da Ponte do Arroio Sabão até o Arroio Feijó no Passo dos Dornelles. Esta divisão deixava boa parte da Santa Isabel sendo Porto Alegre. Tapir Rocha prefeito de Viamão e Collares prefeito de Porto Alegre entram em acordo.

Na época o fim da linha do Aparecida era perto da Escola Nossa Senhora Aparecida. Os ônibus da Carris sairiam de onde hoje é fim da linha do Aparecida próximo da Escola de Educação Infantil Ane Frank, indo até Índio Jari, Neste local os usuário faziam baldeação. Durou o tempo das duas prefeituras negociarem a linha divisória entre os dois municípios seguindo os acidentes geográficos.

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