Histórias - Cavalhadas

Folguedo popular originário da Península Ibérica, muito presente nas manifestações açorianas, onde era elemento de destaque em festas religiosas, políticas e guerreiras. Fazia parte de celebrações relacionadas com a coroação e casamento de reis. Na celebração religiosa, a introdução da Cavalhada é alguns anos posterior à Festa do Divino.
As cores que predominavam nas vestimentas dos cavaleiros eram o vermelho e o azul, chamando a atenção o luxo e o requinte revelados no material empregado (veludo, rendas, bordados a fios de prata e ouro).
Os mouros aparentavam maior riqueza do que os cristãos, carregando sempre, cristãos e mouros, três armas: uma lança, uma espada e uma pistola.
Em Viamão, as Cavalhadas saíam do Cocão e Capão da Porteira em direção ao Centro. À medida que as celebrações religiosas ganhavam em importância, sua exibição era transferida para outros locais.
Apesar de pouco divulgadas, as Cavalhadas ainda apresentam seus ciclos de exibição em municípios de povoamento açoriano. Na Estância Grande, interior de Viamão, encontramos o senhor Saul Malta Neves, filho de Gentil Neves, integrante do ritual, que ainda preserva intacta toda a sua vestimenta.

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