Centro - Viamão
A área do Centro Histórico de Viamão é uma das mais antigas do município, tendo como marco de seu povoamento a construção da Capela Grande (a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição).
Em torno da igreja estabeleceram-se as atividades burocráticas e administrativas da Vila, desde a concessão da provisão eclesiástica de 14 de setembro de 1741 até os dias atuais.
Nestas atividades registra-se o funcionamento da câmara provincial; no período de 1763 a 1741, quando o município foi sede do go verno da província de Rio Grande de São Pedro do Sul.
Nestes dois séculos e meio refletiram-se aí os principais acontecimentos históricos do Estado.
A revolução federalista de 1893 e os conflitos de 1923, entre Chimangos e Maragatos, além da movimentação econômica rural e dos acontecimentos culturais, políticos e sociais cotidianos da comunidade que foram conformando e dando identidade ás ruas, largos e praças da área central.
Igreja da Matriz Nossa Senhora da Conceição
Tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em julho de 1938. a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um dos mais significativos símbolos da identidade local.
Segunda mais antiga do Estado, sua construção iniciou em 1767, tendo sido celebrada a primeira missa pelo padre José Malta, em 6 de abril de 1770.
A construção de estilo barroco assemelha-se a uma fortificação, reflexo do período de disputas na fronteira entre os territórios português e espanhol na América do Sul.
O projeto é do brigadeiro José Custódio de Sá e Faria, mesmo projetista das catedrais de Buenos Aires e Montevidéu.
Na relação de bens integrados se destacam os altares e imagens esculpidas em madeira.
A igreja também é detentora de vários objetos de valor histórico e cultural, bem como de uma coleção de livros tombo que registram grande parte da história local.

Cemitério 2 de Novembro

Neste local estão sepultados personagens ilustres da historia de Viamão, como a Baronesa de São Lucas, cujo nome foi dado a um bairro da cidade em sua homenagem, e vários outros, como do tradicionalista Gildo de Freitas
A sepulturas retomam a genealogia das famílias tradicionalistas, como a de dona Francisca, de 1875; do Tenente Coronel Fermino Martins Prates, de 1900; da família Rocha, de 1906; da família Amador, de 1918; de Odete Terra, de 1918; entre outros, como a sepultura do famoso Coronel Chico Marinho e de seus familiares.
Vários túmulos do inicio de século existentes no local são representativos das ornamentações características do período e da simbologia positivista sobre a vida e morte.
Praça Júlio de Castilhos
Localizada entre as ruas Coronel Marcos de Andrade, Calçadão Tapir Rocha, General Osório e Francisco Vaz Ferreira Filho (Coronel Chico Marinho), é um dos principais pontos de referência da cidade, lugar de encontro e marco de inúmeras historias.
Recanto marcado na memória de varias gerações, como aquela contemporânea do antigo quiosque que havia na praça.
Até o fim dos anos quarenta, a localização da praça se identificava com a saída ou entrada da cidade. Em torno dela surgiu um casario de estilo colonial português, predominantemente de casas baixas.
Desde algumas décadas atrás, destaca-se na sua paisagem uma formosa serigueira asiática (ficus-elastica) e nos coquiros ornamentas. No inicio dos anos setenta, parte de seu espaço foi ocupado pelo prédio da Prefeitura Municipal. A praça tem seis monumentos.
O mai antigo é o obelisco Farroupilha, homenagem a força Expedicionada Brasileira. Há ainda a antiga a nova Pira da pátria. Junto ao prédio da prefeitura, também esta a carta testamento de Getulio Vragas, sinal da influencia trabalista na policia local, um monumento alusivo aos Dez Mandamentos e uma pedra que lembra o farmacêutico Alencerino Scarpetti, proprietário da antiga Farmácia Brail.
Praça Bento Gonçalves
Espaço público localizado nos fundos da Igreja Matriz, entre as ruas Cirurgião Vaz Ferreira, General Daltro Filho e Crescêncio de Andrade.
Lugar onde funcionava um tradicional campinho de futebol que até final dos anos 70. Em 1986, ganhou a denominação atual, sendo destinado à realização do "Arraial da Alegria" , que popularizou o espaço como área de eventos.
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