Autódromo de Tarumã

Um dos mais tradicionais circuitos do país

O Autódromo Internacional de Tarumã (AIT) é um autódromo brasileiro localizado em Viamão - RS é um dos mais tradicionais circuitos do país.
Sua pista tem extensão total de 3.016 metros, com 11 curvas, de altíssima, média e baixa velocidades, e um cotovelo em descida, a chamada "Curva do Tala-Larga", que exige grande perícia e sangue-frio dos pilotos.
A principal característica do circuito é a velocidade, sendo o circuito que detém a maior média de velocidade do Brasil.
Pontos como a Curva Um, Tala Larga e Curva Nove são um grande desafio.

 

Competições

O circuito foi o primeiro a ser totalmente asfaltado no estado do Rio Grande do Sul e sediou corridas das principais categorias do automobilismo brasileiro nas últimas quatro décadas, como os campeonatos brasileiros de Fórmula Truck, Stock Car, Fórmula Renault, Pick Up Racing, entre outros.

Outro evento tradicional do autódromo de Viamão é o Racha Tarumã.
Esse evento acontece em sextas à noite, com "pegas" na reta entre pilotos amadores.
O evento foi criado em 1997 com o objetivo de tirar das ruas os "temíveis pegas", que colocavam em risco a vida dos pilotos e também da população.
Em Tarumã esses pilotos encontram um ambiente preparado para acelerar, sem riscos de acidentes e com total segurança para os participantes e também o público.

Além do Racha Tarumã o autódromo internacional de Tarumã realiza sempre no mês de Dezembro a prova mais tradicional de longa duração chamada de 12 Horas de Tarumã com a largada a meia a noite.

 

Autódromo privado

O Autódromo Internacional de Tarumã, o Autódromo Internacional de Curitiba, são os únicos autódromos privados do Brasil. A manutenção do AIT depende tão somente dos eventos promovidas pelo Automóvel Clube Rio Grande do Sul.

O autódromo pode ser acessado a partir de cidades próximas como Alvorada e Gravataí, pela Estrada Capitão Gentil Machado de Godoy ou pela rodovia RS-118.

Autódromo de Tarumã, 51 anos de velocidade

Tradicional pista de Viamão foi uma alternativa para pilotos após a proibição das corridas em estradas abertas do Rio Grande do Sul

As corridas em estradas abertas foram proibidas em todo o Rio Grande do Sul em 1964, após as autoridades perceberem um aumento nos acidentes envolvendo pilotos, assistentes e pedestres. Com a proibição, e sem ter um lugar preparado, os pilotos gaúchos, amadores ou profissionais, tiveram de procurar Estados vizinhos para poder aumentar o alcance do ponteiro nos números do velocímetro.

Porém a consciência de que seria necessária a construção de um circuito fechado para as competições surgiu antes da proibição ser decretada. Foi dentro do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul (ACRGS) que pilotos idealizaram um trajeto em que pudessem pilotar com segurança. Pensando nisso, em 1960, o então presidente do ACRGS, Roberto Jorge Ribeiro, comprou uma área de 50 hectares, no valor de 3,75 milhões de cruzeiros para que nela fosse construído o Autódromo Internacional de Tarumã, em Viamão.

O projeto foi desenvolvido pelos engenheiros Miguel Xavier da Costa, Edemar Lorenzini, Lúcio Regner, Jaime Gaspar dos Santos e Edmar Levy e pelo arquiteto Sergio Montserrat. O grupo trabalhou em cima do desenho inicial, que foi delimitado por feras da velocidade como José Asmuz, Pedro Carneiro Pereira e Catharino Andreatta. O custeio das obras teve participação do governo estadual e de empresas privadas.

O Autódromo Internacional de Tarumã, que conta com uma pista de mais de 3 mil metros e nove curvas, 30 boxes e cinco unidades de atendimento, foi inaugurado no dia 8 de novembro de 1970. Em alusão à abertura do local, o presidente do *ACRGS na época, Antônio Pegoraro, idealizou seis corridas a serem disputadas naquele domingo ensolarado. O evento foi apreciado por cerca de 50 mil pessoas e gerou um lucro de 400 mil cruzeiros aos cofres da instituição.

*O ACRGS - Automóvel Clube Rio Grande do Sul foi fundado no dia 12 de julho de 1949, e naquela época as provas eram realizadas nas ruas e estradas. A pista foi inaugurada em 8 de novembro de 1970, com uma vitória de Jayme Silva a bordo de um Alfa Fúria.

As seis corridas foram separadas por categorias, sendo quatro para carros de passeio/turismo preparados para competição, uma para protótipos e outra para motocicletas. Na prova intitulada Presidente Antônio Pegoraro, em que eram permitidos carros de até 1.200 cilindradas (motor 1.2), o vencedor foi Décio Michel, com um Ford Corcel.

Na prova Cidade de Viamão, para carros de até 1.600 cilindradas (1.6), o vencedor foi Fernando Esbróglio, com um Fusca. Na prova Cidade de Porto Alegre, destinada a carros de até 3 mil cilindradas (3.0), o vencedor foi Milton Oliveira, com um FNM 2150. A prova Tarumã foi para carros com mais de 3 mil cilindradas, e o vencedor foi Pedro Victor de Lamare, com um Chevrolet Opala.

Na prova principal, intitulada Governador Walter Peracchi Barcellos, apenas para protótipos, o vencedor foi Jayme Silva, com o seu Fúria FNM. A prova de motocicletas foi vencida pelo uruguaio Carlos Cirintana, que pilotava uma Suzuki 500.

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br
Colaboração de Giordana Cesari Cunha