Artes Plásticas - Clique Erika Juchem Goelzer

Natural de Viamão, Erika cresceu e sempre morou na cidade. Psicóloga e Psicanalista por formação, sempre viu no desenho um caminho para algo que nunca soube nomear: paz, tranquilidade, mas por vezes inquietude e reverberação.

"Comecei a desenhar ainda bem pequena e sempre contei com o incentivo de minha mãe que sempre buscou materiais e livros de desenho e pintura para me incentivar. Os desenhos tinham sempre a mesma temática: pessoas. Não era uma desenhista de paisagens. Entretanto, o começo com a pintura foi por intermédio de lindas paisagens. No mundo da tinta a figura humana era um tabu."

"Embora o desenho tenha sido começado naturalmente, como um passa-tempo ou hobby, a pintura precisou de um processo de apropriação da técnica. Aprendi os primeiros passos da pintura com Alessandro Muller e em seguida com Erenice Todesco. A oficina com Theo Felizzola foi um divisor de águas na minha prática. A partir de então passei a me arriscar novamente no âmbito da figura humana."
Mais sobre a Erika no final.

 

"Me identifico com as palavras de Sergio Campos (também psicanalista e pintor): As vezes abandono a pintura, mas ela não me abandona jamais... Permanece constante e ativa dentro de mim, no meu campo visual, na observação de cenas oníricas ou do cotidiano, no olhar de soslaio nos detalhes – das pessoas e da vida - que poderiam se transformar em um quadro."

"Pintura e psicanálise estão na contramão do mundo moderno, o que de forma alguma diminui o seu valor. Em um contexto que prima pelo imediatismo, tanto a psicanálise como a pintura convidam o sujeito a parar. Parar para ver. Parar para ver-se. Parar para desenhar. Parar para produzir. Parar para produzir-se... Enfim... A pintura e a psicanálise convidam o outro a olhar (se). E nesse olhar situa sujeito e objeto, pintor e observador, não necessariamente nessa ordem."

"Não consigo conceber um mundo sem arte. Meus preferidos são os grandes pintores impressionistas e seu talento para marcar a tela com a pincelada perfeita. Pincelada que nada mais é que uma mancha, mas que ao ser colocada produz sentido e delimita lugares."

"Pintar é marcar, desmarcar, escurecer e clarear. Minhas técnicas preferidas são o carvão para os desenhos e a pintura à óleo para telas, mas quando não tenho materiais a disposição o próprio telefone ou tablete viram uma tela. Tela esta que, independente do material que a forma, sempre é marcada a mão livre, repleta de riscos livres de medição ou edição."